segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Da Gâmbia
A Merendeira II - Lagos
Lagos continua linda, diferente, activa. Por este Outono melindroso, nas aberturas de luz pode-se ver um morno entusiasmo em algumas esplanadas, noutras nem por isso. Ainda há artesanato e música nas ruas, para além da habitual fauna local. Era feriado municipal e ao abrir do apetite acabamos por escolher A Merendeira. Situa-se perto da Praça de D. Sebastião num prédio antigo recuperado. Com um conceito de fast food à portuguesa, desenvolvido por 2 sócios em Lisboa, na Av. 24 de Julho, agora tem esta dependência no Algarve. A base é o caldo verde c/ pão cozido na hora em forno de lenha e recheado de chouriço (mais comum) ou bacalhau de cebolada (novidade para nós) . Ainda há oferta alternativa de salgadinhos, pasteis de bacalhau, rissóis e croquetes. Filhós e arroz doce espreitam para a sobremesa. Tudo fresco, feito na hora, quentinho e saboroso. Funciona como uma cantina, com o serviço a ser feito a partir de um balcão com o forno em fundo, o pormenor rústico da loiça de barro e escolha de menus: sopa, sandes, bebida, sobremesa e café a um preço imbatível de 5.50€ o normal e 3.25€ o mini, para crianças ou quem queira comer menos.
É despertencioso, gostoso, barato e bem servido e é uma novidade na variadíssima oferta que existe na cidade do Infante. Como a sandes é grande é normal embrulhar a sobra para comer ao lanche, talvez a ver o mar.
É despertencioso, gostoso, barato e bem servido e é uma novidade na variadíssima oferta que existe na cidade do Infante. Como a sandes é grande é normal embrulhar a sobra para comer ao lanche, talvez a ver o mar.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Jingada race
Regrazinhas:
1 - construir uma jangada com desperdicios maritimos (canas, pauzinhos, esferovite, plásticos, papel, fios, etc.)
2- 2 flutuadores, mastro, vela, patilhão
3- lançar ao mesmo tempo em direcção da maré
4- encorajar os barquitos e aplaudir o vencedor
5- prémio
1 - construir uma jangada com desperdicios maritimos (canas, pauzinhos, esferovite, plásticos, papel, fios, etc.)
2- 2 flutuadores, mastro, vela, patilhão
3- lançar ao mesmo tempo em direcção da maré
4- encorajar os barquitos e aplaudir o vencedor
5- prémio
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Festival figo da Índia
Como entusiasta não podia perder a mostra de produtos de figo-da-índia que decorreu na Escola de Hotelaria de Portimão no passado Sábado 6/10. Aos alunos da Escola foi lançado o repto de concorrerem à modalidade de gastronomia e de cocktails. Estava animado o evento onde se podia provar desde o fruto maduro, passando por compotas, licores e chá feito a partir da flor deste interessante e saudável fruto de cacto. Pela demonstração o figo-da-índia nas suas variedades é produto em franco ressurgimento com imensas potencialidades económicas, nomeadamente em áreas do interior e com possibilidades de exportação. Existe até uma empresa que comercializa máquinas apropriadas para o tratamento e acondicionamento dos picantes e curiosos frutos. Á tarde houve uma palestra com o escritor e consultor Jack Soifer, especialista em economia sustentável. O autarca Manuel da Luz também marcou presença abrilhantando a iniciativa. Quem sabe um dia estes produtos farão parte de uma oferta especializada para o turista. Hajam lojas!
domingo, 23 de setembro de 2012
A maldição de Portimão
Eu não sei escrever, assim como os jornalistas, os escritores, os mocinhos de letras. Conjecturar, perspectivar, formular e dar sequência, compilar e fazer a síntese. Porra, continuo longe desse estádio e por isso sofro essa ninharia de não poder ter vaidade. E com esta manifesta insignificância convido-os, ó infelizes leitores, ao meu relato de hoje:
Ardeu esta madrugada de 23 de Setembro o primeiro Retail Park de Portimão, ficou um montão de escombros. Por volta das 4 da manhã a sirene dos bombeiros tocava seguido, nunca tinha ouvido um soar assim, depois de pesquisar na proteção civil descobri que era a chamada de todos os bombeiros e que o Retail ardia .
Na manhã seguinte depois de uma valente enchurrada fui à festa do Clube Naval. Lá uma senhora contou os pornenores de ser vizinha a mais ou menos 100 m do sucedido, o susto que foi e a sorte de o vento estar virado para o lado do estacionamento não perigando a zona residencial. Este maravilhoso espaço comercial foi licenciado com alteração do PDM pois aqui devia ser um cemitério ou um jardim público. Tendo as vivendas tão perto o barulho dos ares condicionados dos camiões frigorificos eram super incomodativos. O lixo feito nas traseiras era igualmente um perigo constante à segurança dos residentes próximos. Este retail com a abertura desenfreada de mais uns quantos na cidade aliada ao estender da crise, começou a decrescer em clientela. Haverá dados sobre isso? E depois como é possivel ter ardido tudo? Que segurança anti-fogo havia entre cada loja e em cada loja? Levantam-se rumores de sabotagem e também dúvidas sobre a segurança dos outros centros comerciais que sobredoseiam a cidade. Será uma ideia totalmente estúpida a cidade aproveitar esta desgraça para fazer com que os problemas dos empregos fossem minimizados com a ocupação de espaços no centro da cidade por estas ingloriosas lojas? Portimão não está bem e agora está pior.
Ardeu esta madrugada de 23 de Setembro o primeiro Retail Park de Portimão, ficou um montão de escombros. Por volta das 4 da manhã a sirene dos bombeiros tocava seguido, nunca tinha ouvido um soar assim, depois de pesquisar na proteção civil descobri que era a chamada de todos os bombeiros e que o Retail ardia .
Na manhã seguinte depois de uma valente enchurrada fui à festa do Clube Naval. Lá uma senhora contou os pornenores de ser vizinha a mais ou menos 100 m do sucedido, o susto que foi e a sorte de o vento estar virado para o lado do estacionamento não perigando a zona residencial. Este maravilhoso espaço comercial foi licenciado com alteração do PDM pois aqui devia ser um cemitério ou um jardim público. Tendo as vivendas tão perto o barulho dos ares condicionados dos camiões frigorificos eram super incomodativos. O lixo feito nas traseiras era igualmente um perigo constante à segurança dos residentes próximos. Este retail com a abertura desenfreada de mais uns quantos na cidade aliada ao estender da crise, começou a decrescer em clientela. Haverá dados sobre isso? E depois como é possivel ter ardido tudo? Que segurança anti-fogo havia entre cada loja e em cada loja? Levantam-se rumores de sabotagem e também dúvidas sobre a segurança dos outros centros comerciais que sobredoseiam a cidade. Será uma ideia totalmente estúpida a cidade aproveitar esta desgraça para fazer com que os problemas dos empregos fossem minimizados com a ocupação de espaços no centro da cidade por estas ingloriosas lojas? Portimão não está bem e agora está pior.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Viver pelo fazer
A história do Sr. Carlos Clemente e este artesanato começa pelo facto dele ter ido parar ao hospital com um cancro. Os médicos davam-lhe 6 meses de vida mas entre tratamentos começou a enrolar papel de folhetos para se distrair enquanto via televisão, depois começou a colá-los e seguidamente a dar formas de molduras. Ficou vidrado no processo e isso salvou-o. Agora faz imensas construções, só peças únicas. Contou que uma designer inglesa ficou encantada com o processo e o resultado que até lhe vai fazer umas encomendas. A esperança e o optimismo tem destas coisas...
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
VRSA - Casa Pisa II
Para nós (Algarve 123), nos tempos que correm é muito difícil, fazer cobertura da área mais a Sotavento de Tavira. No entanto aconteceu a prova nacional de infantis de vela em VRSA e aproveitamos a boleia para respirar os ares da fronteira e apoiar os miúdos do Club Naval de Portimão. Guiados por amigos fomos experimentar uma especialidade da casa num restaurante situado no centro histórico, mesmo ao lado do Jornal do Algarve. Tendo tido sucesso com a clientela a antiga tasca Pisa mudou-se para local maior num edificio de traça pombalina e nasceu o Restaurante Pisa II. Serviço simpático e despachado, ambiente familiar e um ar tipico com objectos e fotografias antigas nas paredes, por exemplo da construção do magnifico farol. Ficamos interessados no choco frito e no bife de atum de cebolada. Aqui na casa uma dose dá para dois. A novidade do choco (€12.50) é que ele é passado por ovo inteiro (sem os interiores, claro) e vem acompanhado de batatas fritas caseiras com salada à parte (€2), é fresquíssimo e vem com a faca espetada no meio. O atum de cebolada é normal (€12) mas pode optar pela meia dose e pela batata cozida. A surpresa é mesmo a cidade com a sua fervilhante vida de esplanada, as ruas pedonais cheias de lojas interessantes, a arquitectura e um turismo espanhol sempre presente, talvez para usufruir da proximidade e da diferença. Anda muita gente de bicicleta, dia e noite, sem distinção de idade. Uma outra caracteristica agradável era um conjunto de matraquilhos perto da praça da câmara municipal e presenciar o entusiasmo e vibração que aquelas mesas de jogo geram. Uma tasquinha de esquina com Wi-fi.Também visitamos a interessante feira de antiguidades no 1º do sábado do mês, bem no centro na praça da autarquia. Ideias a importar para Portimão?
O resto do tempo estivemos intenssamente dedicados às regatas, no rio e no mar, na baía de Montegordo.Do ponto de vista urbanistico muito foi feito e muito ainda há para fazer neste belo exemplo de planeamento iluminista do século XVIII, mas uma coisa é certa: facilmente nos apaixonamos por esta princesa do Guadiana. Ficamos com vontade de voltar e experimentar outras iguarias sotaventinas.
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