segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Barquinhos e memórias




Em giro de acaso demos, eu e o meu filhote, com o Sr. António Jorge Duarte, 82 anos, antigo pescador de bacalhau. Vi os barcos pela nesga do portão e perguntei se podia vê-los, sem demora estavamos todos entusiasmados a contemplar os artesanais barcos e a ouvir as histórias do velho marinheiro. Depois mostrou-nos a sua peça principal, o Titanic, gloriosamente feito a partir de uma fotografia. Prometemos continuar.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Da Gâmbia



O Saiddy é da Gâmbia, um peculiar país africano em forma de enclave lavrado a espaço de canhão nas margens do rio Gâmbia e rodeado de Senegal. Falam inglês numa redondeza de francês. Foi embarcadiço durante muitos anos e conheceu o mundo, os grandes portos de Singapura e da China. Fala do espanto do que é a imensidão do poder chinês, tanta gente como Africa, Europa e Oceania juntas. Também andou por Espanha mas por lá os desempregados já perfazem mais de 5 milhões. Veio para Portugal para a construção mas o patrão morreu. Agora vive de esmola e dorme em sítios abandonados, bebe vinho em garrafita de plástico para entreter a desgraça e embalar a simpatia. Fica ali no relvado do Lidl com o seu rádio a pilhas, descalça-se e aguarda tranquilo a mudança de poiso. Nada de fotografias, sorry.



A Merendeira II - Lagos

Lagos continua linda, diferente, activa. Por este Outono melindroso, nas aberturas de luz pode-se ver um morno entusiasmo em algumas esplanadas, noutras nem por isso. Ainda há artesanato e música nas ruas, para além da habitual fauna local. Era feriado municipal e ao abrir do apetite acabamos por escolher A Merendeira. Situa-se perto da Praça de D. Sebastião num prédio antigo recuperado. Com um conceito de fast food à portuguesa, desenvolvido por 2 sócios em Lisboa, na Av. 24 de Julho, agora tem esta dependência no Algarve. A base é o caldo verde c/ pão cozido na hora em forno de lenha e recheado de chouriço (mais comum)  ou bacalhau de cebolada (novidade para nós) . Ainda há oferta alternativa de salgadinhos, pasteis de bacalhau, rissóis e croquetes. Filhós e arroz doce espreitam para a sobremesa. Tudo fresco, feito na hora, quentinho e saboroso. Funciona como uma cantina, com o serviço a ser feito a partir de um balcão com o forno em fundo, o pormenor rústico da loiça de barro e escolha de menus: sopa, sandes, bebida, sobremesa e café a um preço imbatível de 5.50€ o normal e 3.25€ o mini, para crianças ou quem queira comer menos.
É despertencioso, gostoso, barato e bem servido e é uma novidade na variadíssima oferta que existe na cidade do Infante. Como a sandes é grande é normal embrulhar a sobra para comer ao lanche, talvez a ver o mar.







segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Jingada race

Regrazinhas:

1 - construir uma jangada com desperdicios maritimos (canas, pauzinhos, esferovite, plásticos, papel, fios, etc.)
2- 2 flutuadores, mastro, vela, patilhão
3- lançar ao mesmo tempo em direcção da maré
4- encorajar os barquitos e aplaudir o vencedor
5- prémio









segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Festival figo da Índia

















Como entusiasta não podia perder a mostra de produtos de figo-da-índia que decorreu na Escola de Hotelaria de Portimão no passado Sábado 6/10. Aos alunos da Escola foi lançado o repto de concorrerem à modalidade de gastronomia e de cocktails. Estava animado o evento onde se podia provar desde o fruto maduro, passando por compotas, licores e chá feito a partir da flor deste interessante e saudável fruto de cacto. Pela demonstração o figo-da-índia nas suas variedades é produto em franco ressurgimento com imensas potencialidades económicas, nomeadamente em áreas do interior e com possibilidades de exportação. Existe até uma empresa que comercializa máquinas apropriadas para o tratamento e acondicionamento dos picantes e curiosos frutos. Á tarde houve uma palestra com o escritor e consultor Jack Soifer, especialista em economia sustentável. O autarca Manuel da Luz também marcou presença abrilhantando a iniciativa. Quem sabe um dia estes produtos farão parte de uma oferta especializada para o turista. Hajam lojas!

domingo, 23 de setembro de 2012

A maldição de Portimão

Eu não sei escrever, assim  como os jornalistas, os escritores, os mocinhos de letras. Conjecturar, perspectivar, formular e dar sequência, compilar e fazer a síntese. Porra, continuo longe desse estádio e por isso sofro essa ninharia de não poder ter vaidade. E com esta manifesta insignificância convido-os, ó infelizes leitores, ao meu relato de hoje:





Ardeu esta madrugada de 23 de Setembro o primeiro Retail Park de Portimão, ficou um montão de escombros. Por volta das 4 da manhã a sirene dos bombeiros tocava seguido, nunca tinha ouvido um soar assim, depois de pesquisar na proteção civil descobri que era a chamada de todos os bombeiros e que o Retail ardia .
Na manhã seguinte depois de uma valente enchurrada fui à festa do Clube Naval. Lá uma senhora contou os pornenores de ser vizinha a mais ou menos 100 m do sucedido, o susto que foi  e a sorte de o vento estar virado para o lado do estacionamento não perigando a zona residencial. Este maravilhoso espaço comercial foi licenciado com alteração do PDM pois aqui devia ser um cemitério ou um jardim público. Tendo as vivendas tão perto o barulho dos ares condicionados dos camiões frigorificos eram super incomodativos. O lixo feito nas traseiras era igualmente um perigo constante à segurança dos residentes próximos. Este retail com a abertura desenfreada de mais uns quantos na cidade aliada ao estender da crise, começou a decrescer em clientela. Haverá dados sobre isso? E depois como é possivel ter ardido tudo? Que segurança anti-fogo havia entre cada loja e em cada loja?  Levantam-se rumores de sabotagem e também dúvidas sobre a segurança dos outros centros comerciais que sobredoseiam a cidade. Será uma ideia totalmente estúpida a cidade aproveitar esta desgraça para fazer com que os problemas dos empregos fossem minimizados com a ocupação de espaços no centro da cidade por estas ingloriosas lojas? Portimão não está bem e agora está pior.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Viver pelo fazer






A história do Sr. Carlos Clemente e este artesanato começa pelo facto dele ter ido parar ao hospital com um cancro. Os médicos davam-lhe 6 meses de vida mas entre tratamentos começou a enrolar papel de folhetos para se distrair enquanto via televisão, depois começou a colá-los e seguidamente a dar formas de molduras. Ficou  vidrado no processo e isso salvou-o. Agora faz imensas construções, só peças únicas. Contou que uma designer inglesa ficou encantada com o processo e o resultado que até lhe vai fazer umas encomendas. A esperança e o optimismo tem destas coisas...