sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Irrelevante
O que tu presencias é irrelevante. O que praticas só a ti te diz respeito. O que transmites é encriptado, é da ordem do segredo.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Bonecos de cera repeat
Aristóteles
dos Reis e Fernando Gerânio comentavam os acontecimentos da politiquice de
forma brejeira e incontinente, de repente pararam quais passaritos que deixam
de chilrear ao ouvirem uma palmada. Pudera, distraíram-se com o monumento.
Eu
sou uma boneca de cera
Uma
boneca de som
Meu
coração está gravado em minhas músicas
Boneca
de cera, boneca de serradura
Sou
melhor, sou pior
Que
um manequim
Eu
vejo a vida em cor-de-rosa choque
Boneca
de cera, boneca de serradura
Meus
discos são um espelho
Em
que cada um me pode ver
Eu
estou em todo lugar ao mesmo tempo
Quebrada
em mil pedaços de voz
À
minha volta, ouço rirem
As
bonecas de pano
Aquelas
que dançam às minhas canções
Boneca
de cera, boneca de serradura
Elas
se deixam seduzir
Por
um sim, por um nome
O
amor não está apenas nas canções
Boneca
de cera, boneca de serradura
Meus
discos são um espelho
Em
que cada um pode me ver
Eu
estou em todo lugar ao mesmo tempo
Quebrada
em mil pedaços de voz
Sozinha,
às vezes suspiro
Eu
me digo que bom
Cantar
o amor assim sem razão
Sem
nada saber sobre os rapazes
Não
sou mais que uma boneca de cera
Que
uma boneca de serradura
Sob
o sol de meus cabelos louros
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Olhar Olhão
Imenso trabalho o Al Gharb tem mostrado. Do maravilhoso, brilhante, resistente, colorido, vivaz - ao abandono, ao vilipêndio das cidades, as megalomanias de betão e ferro, um pedaço do desastre algarvio. Um paladino da imagem. Uma voz nesta escuridão.
First I take Detroit
No final do século XIX, a humanidade estava prestes a realizar um sonho antigo. A idéia de um meio rápido e autônomas de deslocamento foi lentamente se tornando uma realidade para os engenheiros de todo o mundo. Graças à sua localização ideal na Bacia dos Grandes Lagos, a cidade de Detroit estava a ponto de gerar a sua própria revolução industrial. Engenheiros visionários e empresários se reuniram para suas fronteiras.
Em 1913, o recém fabricante de automóveis Henry Ford aperfeiçoou a primeira linha de montagem em grande escala. Dentro de poucos anos, Detroit estava prestes a tornar-se a capital mundial do automóvel e berço da moderna produção em massa. Pela primeira vez, a história, a afluência estava ao alcance da massa de pessoas. Arranha-céus monumentais e bairros de luxo colocaram a riqueza da cidade em exposição. Detroit tornou-se o farol deslumbrante do sonho americano. Milhares de imigrantes vieram encontrar um emprego. Pela década de 50, a sua população aumentou para quase 2 milhões de pessoas. Detroit tornou-se a quarta maior cidade dos Estados Unidos.
O automóvel movia pessoas mais rápido e mais longe. Estradas, rodovias e estacionamentos remodelaram a paisagem para sempre. No início da década de 50, as fábricas foram realocadas na periferia de Detroit. A classe média branca começou a deixar o centro da cidade e estabeleceram-se em novas cidades suburbanas produzidas em massa. Rodovias desgastaram o tecido urbano. A desindustrialização e a segregação aumentaram. Em 1967, as tensões sociais explodiram em um dos motins urbanos mais violentos da história americana. O êxodo da população acelerou e bairros inteiros começaram a desaparecer. Prédios do centro desatualizados foram esvaziados. Dentro de 50 anos Detroit perdeu mais de metade da sua população.
Detroit, capital industrial do século XX, teve um papel fundamental no moldar do mundo moderno. A lógica que criou a cidade também a destruiu. Hoje em dia, ao contrário de qualquer outro lugar, as ruínas da cidade não são detalhes isolados no ambiente urbano. Eles tornaram-se um componente natural da paisagem. Detroit apresenta todos os edifícios arquetípicos de uma cidade americana em estado de mumificação. Os seus monumentos esplêndidos em decomposição são, nada menos do que as pirâmides do Egipto, o Coliseu de Roma, ou a Acrópole em Atenas, remanescentes da passagem de um grande império.
Este trabalho é, portanto, o resultado de uma colaboração de cinco anos iniciado em 2005.
http://www.marchandmeffre.com/detroit/index.html
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Depósito e propósito
Fazer algo não chega. As cidades estão descaracterizadas. Precisamos de mais argumentos sustentáveis. Os jovens têm de fazer parte activa da renovação das cidades. As autarquias não se podem imiscuir do papel de supervisor, gestor, mentor, facilitador das iniciativas...
A falta de brio generalizada é um grande problema. É necessária a graça e o carinho pelo sitio onde vivemos..
Subscrever:
Mensagens (Atom)
































